METODOLOGIAS

JOGOS COOPERATIVOS

Os Jogos Cooperativos através da vivencia do jogar-e-viver oportuniza relacionamentos mais satisfatórios, fortalece a auto estima, a participação, a motivação e a possibilidade de Ser. O jogo colabora como um instrumento de reflexão das atitudes e postura que adotamos nas nossas relações. “O jogo Cooperativo é uma oportunidade criativa para encontrar com a gente mesmo, com os outros e com o todo” (Brotto, 1997)
As oficinas propostas utilizam se da pedagogia da cooperação propõe através dos Jogos Cooperativos, Danças Circulares, aprendizagem cooperativa vivenciar relações menos assimétrica dentro do contexto social e da própria comunidade em que estão inseridas.
Guillermo Brown (2002) defende que o jogo como uma valiosa ferramenta de interação, onde defesas são diluídas na ludicidade da proposta. Porém muito dos jogos que são oportunizados a grupos são competitivos
“Estamos nos contradizendo. Se de fato queremos fomentar valores humanos que impliquem respeito à pessoa, que incentivem relações sociais justas, que se fundamentem na solidariedade, então nossas ações devem ser coerentes com esses valores.” (Brown, 2002).
A relação entre as pessoas é imbuída de valores como respeito, honestidade, cooperação, competição, amizade, desconfiança, amor... e a todo momento temos que escolher qual a melhor jogada; como me relacionar comigo, com o outro e com tudo que me cerca; o que é certo ou errado, bom ou ruim, justo ou injusto, honesto ou desonesto fazer, mediante a situações que acontecem no nosso cotidiano. A vida pode ser comparada a um grande jogo, onde no convívio com os outros exercitamos a todo momento pequenas e grandes jogadas. Para isso, temos que valorizar os pedidos de tempo, o momento de pensar sobre nossas atitudes.
A atuação da Psicologia na Comunidade tem no trabalho com grupos seu espaço privilegiado de intervenção, pois o grupo determina a relação entre o individual e o coletivo, na relação entre o intrapsíquico e a realidade. Esse processo de busca da verdade sobre quem somos, o que fazemos, o que pensamos e sentimos e como nos relacionamos nos proporcionam uma visão ampliada da realidade.
Os sentimentos de pertencimento são fundamentais para práticas mais humanizadas da sustentabilidade do Ser apoiado em escolhas comportamentais para uma melhor qualidade de vida.
Segundo a Organização mundial da Saúde (OMS) qualidade de Vida se refere ao conjunto de PERCEPÇÕES INDIVIDUAIS de vida no contexto do sistema de cultura e valores em que vivem, e em relação as suas metas, expectativas, padrões e preocupações.
Entre muitos aspectos que envolvem nossa capacidade de estar saudável, alguns fatores são considerados significativos:
•                  5% Condições ambientais
•                  10% Cuidados médicos
•                  15% Circunstâncias sociais
•                  40% Escolhas comportamentais

BROTTO, F. O. Jogos cooperativos: se o importante é competir, o fundamental é cooperar!  Santos:  Projeto Cooperação, 1997.BROWN, Guillermo. Jogos Cooperativos - Teoria e Prática. Ed Sinodal, 2002

Veja também:

TERAPIA BREVE

TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL

Cris Cordal
Psicóloga
CRP 07/19858